Quanto vale o corpo de uma mulher? Autora lançou em Ceres obra sobre beleza, submissão e mercantilização

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A professora e escritora rialmense Taynara Ramos Batista Aires lançou, no dia 1º de outubro, em Ceres, o livro “Quer pagar quanto? A mercantilização do feminino em Boas meninas não fazem perguntas”. Durante o lançamento, a autora conversou com o Vale News e contou como uma pesquisa de mestrado se transformou em livro.

Segundo Taynara, a obra nasceu de sua pesquisa sobre distopia e representação das mulheres, desenvolvida a partir do livro Boas meninas não fazem perguntas, do escritor Lucas Mota. A ideia de transformar a dissertação em uma publicação impressa surgiu durante a banca de defesa do mestrado, após incentivo de sua orientadora.

Ao Vale News, Taynara explicou que o livro discute como o corpo feminino e características associadas às mulheres podem ser transformados socialmente em objetos de valor e consumo.

“Quando a gente faz a pergunta do ‘quer pagar quanto?’, a gente precifica beleza, corpo, a submissão. Até a submissão da mulher hoje em dia é precificada”, afirmou.

A discussão também percorre diferentes períodos históricos para refletir sobre a forma como o corpo da mulher foi tratado ao longo do tempo. Para a autora, embora a análise tenha como ponto de partida uma obra distópica, as questões abordadas encontram paralelos na realidade e ajudam a provocar uma reflexão sobre a condição feminina na sociedade.

A primeira tiragem foi destinada às pessoas que adquiriram o livro na pré-venda. Quem tiver interesse em comprar um exemplar pode procurar a autora pelas redes sociais. Segundo Taynara, a procura poderá viabilizar uma nova tiragem junto à editora.

Ao final da entrevista, a escritora deixou uma mensagem às mulheres: “A gente precisa estar juntas nessa por um mundo melhor para nós e pelas nossas. Nós precisamos de um mundo melhor por nós.”

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