Os últimos dias foram marcados por uma escalada de tensão envolvendo o deputado estadual Major Araújo dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Troca de ofensas, ameaças, discussões públicas, pedido para portar arma de fogo no plenário e uma representação na Comissão de Ética passaram a movimentar os bastidores políticos da Casa.
Um dos episódios ocorreu na última semana, durante sessão ordinária da Alego, quando Major Araújo se envolveu em uma forte discussão com o deputado Amauri Ribeiro, colega de partido no PL.
Durante o embate, os parlamentares trocaram insultos e ameaças diante dos demais deputados. A situação gerou tumulto no plenário e levou o presidente da Assembleia, Bruno Peixoto, a encerrar antecipadamente a sessão.
Já nesta terça-feira, 12 de maio, Major Araújo apresentou um requerimento à Mesa Diretora pedindo autorização para portar arma de fogo dentro do plenário da Assembleia Legislativa.
Durante pronunciamento, o deputado afirmou que estaria sendo alvo de ameaças e declarou não se sentir seguro diante do clima vivido na Casa.
“Se alguém me encostar a mão, eu vou exercer o meu direito de legítima defesa garantido pela Constituição e pela lei penal”, afirmou.
O parlamentar também sugeriu, como alternativa, que cada deputado tenha direito a um policial exclusivo para segurança pessoal.
No mesmo dia, durante entrevista concedida na própria Alego, Major Araújo voltou a se envolver em outro episódio polêmico, desta vez com o coronel Edson Raiado.
Ao perceber a presença de Raiado no plenário, o deputado passou a fazer declarações ofensivas contra o policial militar.
“O que esse bosta está fazendo aí?”, declarou Major Araújo. Durante a entrevista, o parlamentar também chamou o coronel de “idiota” e “coronel do PCC”.
Após a repercussão das declarações, Raiado publicou vídeos e manifestações nas redes sociais rebatendo os ataques.
Já nesta quarta-feira, 13 de maio, o coronel Edson Raiado afirmou que protocolou uma representação na Comissão de Ética da Alego contra o deputado estadual.
Na publicação divulgada nas redes sociais, Raiado afirmou que irá buscar medidas nas esferas criminal e cível e acusou Major Araújo de tentar atacar sua honra.
“Ele já fez isso com muitos, mas agora encontrou um homem com coragem de ir até o fim”, escreveu o coronel.
Raiado também voltou a citar a Operação Carbono Oculto e afirmou que, caso tivesse envolvimento com irregularidades investigadas, teria sido alvo de prisão ou mandados de busca.
A sequência de episódios ampliou o clima de desgaste e tensão política dentro da Assembleia Legislativa de Goiás e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.


