A manifestação em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição ocorre neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente participou do encontro, que reúne apoiadores, lideranças políticas e representantes de entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia. Segundo a organização, cerca de 1 milhão de pessoas participam do ato.
O número é uma estimativa dos organizadores. Até a atualização da Folha publicada às 12h27, não havia uma estimativa oficial de público. Mais tarde, o UOL relatou que a manifestação ocupava sete quarteirões, sem divulgar uma contagem de participantes.
A mobilização foi convocada por entidades como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). A agenda inclui a defesa da democracia, do financiamento público da educação e da pesquisa, da valorização de professores e cientistas e da autonomia universitária.
O encontro na Paulista faz parte de uma sequência de mobilizações realizadas na última semana em diferentes cidades. Estudantes e apoiadores promoveram atos em locais como Goiânia e Rio de Janeiro, além de ações em outros estados. A UNE informou que havia mais de 70 assembleias e plenárias estudantis convocadas pelo país.
Durante o discurso, Lula pediu que seus apoiadores conversem com pessoas que não votaram no primeiro turno e tentem convencê-las a participar da votação de 25 de outubro, data do segundo turno. O presidente citou quase 30 milhões de eleitores ausentes e mencionou pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.
Lula também criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Ao falar sobre propostas para um eventual novo mandato, mencionou formação em inteligência artificial, desenvolvimento da indústria digital, transição energética e mudanças na segurança pública.
Antes do ato, em conversa com jornalistas, Lula também comentou a proposta de mudança na escala de trabalho 6 por 1, a PEC da Segurança Pública e decisões recentes da Justiça Eleitoral. Sobre a escala, afirmou que a votação estava prevista para quarta-feira (14) e cobrou que os partidos se posicionem sobre o tema.

